Suíte de Heidi — 2 andar.

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Heidi Beauregard-Diehl
It Girls

Postado em Sex Jul 29, 2016 4:25 am

“Bem-vindo, Convidado.”
A suíte privada de Heidi Beauregard-Diehl se localiza no fim de um corredor do segundo andar da residência. Entradas são somente autorizadas se você tiver a permissão dada pela menina, se você for o pai ou a mãe da mesma ou se você for Meredith, a empregada. Do contrário, você jamais saberá onde se encontra uma cópia da chave escondida no corredor, que dá acesso ao cômodo.


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Heidi Beauregard-Diehl
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Postado em Sex Jul 29, 2016 4:29 am





slay trick or
you get eliminated.


11:30am, suíte de heidi...


— Meredith!

O tom de voz alto naturalmente escandaloso saltou dos meus lábios, procurando chamar a atenção da empregada que deveria estar em algum canto da residência onde apenas eu e ela costumávamos residir a maior parte do tempo — meus pais costumam morar ali, quando não estão muito ocupados com seus trabalhos; e talvez, somente naquele dia, eu nunca havia me sentido tão feliz por eles não estarem em casa.

Alguns poucos instantes passados e a mulher de semblante preocupado, vestida com um pomposo uniforme que refletia elegantemente o seu devido ofício na casa surgiu, escancarando a porta de minha suíte. Alguns fios grisalhos escapavam do amontoado de fios ainda muito negros no coque firme no alto de sua cabeça, ela ofegava enquanto dava passos ligeiros em direção a minha cama queen size, falsamente desarrumada, comigo deitada sobre. "Senhorita Heidi! O que está acontecendo?" O adorável sotaque inglês era bastante nítido em cada palavra dita pela robusta mulher, que cercava a cama com passos inquietos, os olhos azuis muito atentos como se buscasse por qualquer motivo plausível para o meu escândalo. Meu olhar acompanhava-a, foi impossível não sentir um pouco de dó por pensar que eu iria mentir descaradamente para ela.

— Meu celular! Ele sumiu. E-eu acho que fui roubada. – O timbre dengoso em minha voz acompanhava um choramingo, poucas lagrimas falsas escorreram pela minha face pálida enquanto eu me afundava um pouco mais contra os travesseiros. Meu celular não havia sumido, eu não havia sido roubada. Meu celular, assim como um segundo celular descartável estava no fundo de um bueiro qualquer de Autumn Valley — somente meu chip de memória e de contatos havia sido salvo. Mas, esse era um detalhe que nem Meredith nem ninguém poderia saber.

***

duas horas antes...

O que fazer quando você acorda de um maravilhoso sonho para o pesadelo que é a realidade? Não que eu me recordasse perfeitamente do que havia sonhado, mas, pela serenidade em que meus olhos se abriram para contemplar os teimosos feixes da luz do sol que invadiam a fenda da cortina em minha suíte eu sabia que não havia tido uma noite sendo perturbada por um pesadelo qualquer. Mas, bastou que eu capturasse o aparelho celular que convulsionava acima do colchão para que todo o bom humor mudasse em um piscar de olhos. Haviam muitas notificações ou alertas enchendo a devida barra no visor do celular, mas nenhuma me pareceu tão relevante quanto aquela que anunciava um novo e-mail. — Evil Corporation. – Eu li, incrédula e ligeiramente amedrontada. Eu queria poder acreditar que era uma simples brincadeira de mal gosto ou algo semelhante, mas não havia uma única pessoa que não conhecesse o histórico da E. C. em Autumn Valley. Meus olhos sequer piscavam enquanto eu corria de modo repetitivo as palavras que montavam a mensagem; de súbito me sentia tão nauseada e sem ar que pouco parecia um pós-despertar às nove da manhã.

"Seus pais serão sequestrados e você morta, a não ser que faça exatamente o que eu mandar. Preste atenção, Heidi..."

***

Sequer me atrevia a olhar para meu telefone celular. Era como se com um único olhar e milhões de novos alertas surgiriam; como Meredith, que teria conseguido arrombar a porta da minha suíte agora trancada para parecer que eu queria privacidade e estaria procurando por mim. Ou então algum alerta de flagra, algo que eu estava tentando evitar usando aquele longo sobretudo com um fundo capuz, que escondia minhas vestes de dormir e ocultava minha identidade, além do óculos escuro e um par de sapatilhas estupidamente comuns — se havia algo que não era típico de Heidi Beauregard-Diehl era sair de casa sem um par de salto alto.

Como combinado pouco antes de eu escapar de minha casa, Cecyl Montgomery esperava encoberta por alguns sombras e um visual ligeiramente semelhante ao meu no fim da rua sem saída onde se alinhava as luxuosas residências, na avenida Wright. A cascata negra que era o cabelo da menina magricela e pálida harmonizava com o tom escuro do casaco que lhe cobria, os olhos acastanhados não eram vistos por detrás das lentes escuras do óculos de sol nitidamente barato e eu tinha que admitir, se não soubesse que era ela não teria a reconhecido; parecia uma detetive sem bom orçamento para comprar roupas no mínimo aceitáveis. — Sem perguntas. Espero mesmo que você saiba arrombar uma porta, que tenha trazido o celular descartável que eu pedi e saiba como guardar segredo, do contrário, será carne morta. – Um sorriso nada simpático desenhou meus lábios rosados, dando ênfase a ameaça que fez a menina se desequilibrar brevemente da vespa que sustentava. — Iremos a Wolsten Beach, CeCe. Espero que essa scooter se mova rápido. – Instruções dada, montei na motocicleta e apertei a cintura da menina que gemeu baixinho de excitação; era nítido que ela pensava ser mais de uma das minhas armações em que eu usava uma ou outra wannabe como ajudante. Quem dera fosse.


O plano corria em minha mente com clareza, assim como o que eu deveria fazer de acordo com o maldito e-mail. Quando a vespa parou na avenida June 6, meu coração pareceu parar em uma sincronia imediata. Uma hora daquelas, a maior parte dos residentes daquela casa de número 666 estariam fora, mais especificamente na universidade. Era estúpido que eu soubesse isso, mas, quem não sabia? Aquela residência tinha sua fama, principalmente por abrigar Doroty Kaztemburg; meu alvo, a filha do homem que fodeu um suíno. Ew!

De acordo com meus conhecimentos, Doroty ainda estaria em casa. Não entendia muito bem do seu turno de trabalho, mas, sabia que ela não estaria tão cedo no departamento de policia. Cecyl apressou-se em arrombar a porta com seus truques que eu sequer me incomodei em analisar; pelo menos havia sutileza em seus atos. — Mantenha a vespa ligada e me espere pronta para uma fuga. – Foram minhas últimas palavras antes de invadir a residência e seguir minha intuição para onde deveria ser o cômodo de Doroty.

Uma boa caminhada, algumas portas trancadas e um corredor extenso e silencioso mais tarde e eu tropecei para dentro do cômodo onde estava a menina. A quietude ali era tamanha que eu conseguia ouvir sua respiração pesada enquanto jazia sobre a cama desarrumada. Seu corpo magro esticado e pouco enroscado com o lençol me dava uma perfeita visão da pele alva e completamente exposta. Era o meu dia de sorte, afinal?! Ali estava Doroty, completamente nua sobre sua cama, em um sono sereno. "Espione, de forma abusiva, e consiga algumas boas fotos de qualquer policial de Autumn Valley, após isso publique-as e garanta que será vista por muita gente! Suas redes sociais são bem famosas, Heidi. Faça um bom trabalho." Doroty era uma policial, era famosa e ainda estava em uma situação bastante abusiva — da minha parte, certo? Empunhei o telefone celular que Cecyl havia me dado e com a câmera aberta capturei a imagem da bela adormecida em toda sua glória, ou nudez no caso!  

Não demorou para que o aplicativo da rede social — instagram — fosse aberto e a foto transferida para o mesmo. Após isso, tratei de editar minha própria senha de acesso e retornei as pressas para a fachada da residência onde Cecyl me aguardava. Seu celular a frente do rosto e a boca escancarada com o que via, obviamente ela estava vendo a bomba. — Nós nunca estivemos aqui. Meu celular estará desaparecido, hackearam minha rede social e você nunca me encontrou essa manha! Ambas estávamos em nossas camas, dormindo, e sequer entramos em contato, entendido, CeCe? – A menina havia ignorado o tom de voz frio que eu usava, isso estava nítido no sorriso divertido que desenhava seus lábios enquanto ela assentia em concordância as minhas palavras. — Vamos dar o fora daqui! – Ela sugeriu, e assim que me acomodei à suas costas ela disparou pela avenida, o riso ecoando pelo caminho em que passávamos velozes e despercebidas.

ENCERRADO

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